QUARTA CULTURAL do Mercado de Petrópolis - primeira Quarta Cultural de 2010, em ritmo de Carnaval -
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Na próxima quarta-feira, dia 3 de fevereiro, o Mercado de Petrópolis volta a abrigar o projeto Quarta Cultural, que abre o ano de 2010 com uma programação efervescente de pré-carnaval. A noite será aberta às 18:30hs pelo Nosso Choro, grupo composto por ex-alunos da Escola de Música da UFRN - Klenio Barros (trombone), Marcio Mizael (trompete), Ramon Bezerra (baixo), Iury Matias (guitarra), Kleber Moreira (percussão) e Diego Silva (bateria)- cujo repertório reúne composições autorais e releituras de clássicos do chorinho e de outros gêneros da música popular brasileira.
Em seguida, o espaço volta a receber o grupo do músico Antônio de Pádua, que desta vez nos brinda com uma apresentação primorosa focada no frevo e em clássicos do carnaval.
Para fechar com chave de ouro, o Mercado recebe a visita da Banda do Giba, orquestrada por Gilberto Cabral, que realiza mais um ensaio aberto de pré-carnaval em nossa cidade!
Quarta Cultural do Mercado de Petrópolis Quarta-Feira, 03 de fevereiro 18:30hs Entrada franca Apresentações musicais de Nosso Choro Antônio de Pádua Banda do Giba (ensaio aberto)
Mercado Municipal de Petrópolis Av. Hermes da Fonseca, 407, Petrópolis
Cine Vanguarda encerra a programação 2009 com Carmen Jones
Neste domingo, dia 13 de dezembro, o Cineclube Natal em parceria com o Teatro de Cultura Popular Chico Daniel apresentará, em sua última sessão do ano, o clássico americano Carmen Jones, de Otto Preminger, encerrando o ciclo dedicado aos musicais. A sessão tem início às usuais 17:00 horas e a taxa de manutenção custa R$ 2,00 (dois reais). A classificação indicativa é livre.
Carmen Jones (1954) é uma das grandes subversões de Otto Preminger: uma atualização da famosa ópera de Georges Bizet que inclui apenas actores afro-americanos no elenco. O filme tem o nome da sua protagonista, portentosamente interpretada por Dorothy Dandridge.
Poderoso, e precoce, símbolo da emancipação feminina, o filme é protagonizado por Carmen, uma "femme fatale" temperamental que odeia compromissos e que vê no ideal dominante de família um inaceitável regime prisional. Joe (Harry Belafonte), o miliar que se apaixona por ela, demora a perceber que Carmen não é mesmo uma mulher como as outras: gosta de passear solta, sem freios, pelas ruas de Chicago e não gosta de dançar sempre com o mesmo homem ou de viver eternamente no mesmo lugar.
Carmen não é só a mulher que dá nome a este robusto musical de Otto Preminger; ela é, de fato, o filme. Ver Carmen Jones é passar pela experiência de ser Carmen. A câmera de Preminger é perfeita para tal; sempre em movimento, quase "aquática" (palavra aqui roubada de Godard), passa de ambientação em ambientação com uma suavidade e "sentido de liberdade" notáveis. Não se acanha perante as sumtuosas pernas de Dandridge, os seus olhares provocadores e os seus modos, para a época, no limiar da lascívia.
A entrada em cena de Carmen diz tudo: a partir daí, o espectador como o pobre Joe já não poderão ficar indiferentes à sua presença. Imediatamente, embarcamos numa grande aventura amorosa construída em arco: traição, amor e morte. A música, sempre trágica, atravessa a narrativa como uma flecha.
Monumental o plano que enquadra o presidiário Joe, de tronco nu, a cantar o amor por Carmen; engenhosa a forma como duas, três personagens trocam "diálogos cantados" sem sair do mesmo plano e extraordinariamente sensual a imagem de Carmen provocando o "foragido" Joe com as suas pernas. A mulher manda aqui: os homens rastejam por ela e sonham com o exclusivo do seu amor. Com efeito, um sonho que pode levar à loucura e depois à morte.
A despeito de todos seus méritos, o filme não funcionaria sem a grande performance de Dandridge, que foi a primeira negra a ter uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz. Cantora e atriz de talento absurdo, teve também uma vida difícil, marcada pela discriminação racial. Era amante de Preminger, homem violento e grosseiro, que sequer assumia publicamente seu romance. Em 1962, declarou-se falida e morreu logo depois de uma overdose de pílulas que pode ou não ter sido acidental - sua vida foi contada no telefilme estrelado por Halle Berry "Dorothy Dandridge, O Brilho de uma Estrela" (1999), que lhe rendeu um Globo de Ouro de melhor atriz.
Por fim, o filme é um libelo da evolução dos direitos raciais nos Estados Unidos, marco da Indústria Cinematografica americana. Todos estão convidados.
Assista aqui ao trailer (em inglês) de Carmen Jones:
Sessão Cine Vanguarda Domingo, 13 de dezembro 17 horas TCP - Teatro de Cultura Popular "Chico Daniel" Rua Jundiaí, 641, Tirol Fone: 3232-5307 R$ 2,00 Classificação indicativa: livre
[FICHA TÉCNICA: "CARMEN JONES"] Título original: Carmen Jones País: Estados Unidos Ano: 1954 Duração: 108 minutos Cor: colorido Idioma: inglês Gênero: musical Estúdio: Carlyle Productions Roteiro: Oscar Hammerstein II (livro), Prosper Mérimée, Harry Kleiner Direção: Otto Preminger Produção: Otto Preminger Fotografia: Sam Leavitt Direção de Arte: Edward L. Ilou, John De Cuir Figurino: Mary Ann Nyberg Edição: Louis R. Loeffler Elenco: Dorothy Dandridge, Harry Belafonte, Olga James, Pearl Bailey, Joe Adams, Nick Stewart, Roy Glenn, Diahann Carroll, Broc Peters, Madame Sul-Te-Wan, Sandy Lewis, Le Vern Hutcherson, Marvin Hayes, Marilynn Horne, Alvin Ailey
Principais premiações: Urso de Bronze no Festival de Berlim; Globo de Ouro de Melhor Filme; Indicado aos Oscar de Melhor Atriz e Melhor Música; Indicado ao BAFTA de Melhor Atriz Estrangeira e Melhor Filme; Indicado a Palma de Ouro, no Festival de Cannes;
cineclubenatal@cineclubes.org cineclubenatal@grupos.com.br (fórum) www.cineclubenatal.blogspot.com www.twitter.com/cineclubenatal www.fotolog.com/cineclubenatal Comunidade Cineclube Natal no Orkut 8805 - 4666 / 9406 – 8177 / 9995 – 4761 Av. Hermes da Fonseca, 407, Mercado de Petrópolis, box 51, Tirol, 59020-000 - Natal/RN
Presente de Natal na última sessão do ano do Cinephilie
Neste sábado, dia 12 de dezembro de 2009, o Cineclube Natal em parceria com a Aliança Francesa preparou uma surpresa especial para o público infantil: a exibição do longa animado As Aventuras de Azur e Asmar, do consagrado animador francês Michel Ocelot. A sessão tem início às 10:00 horas e a entrada é franca. A classificação indicativa é livre.
Michel Ocelot (de "Kiriku e a Feiticeira" e "Príncipes e Princesas"), realizou indubitavelmente uma das melhores animações européias dos últimos tempos, especialmente no que tange à aplicação da computação gráfica. A trama do filme, muito bem desenvolvida na tela, tem toques de O Príncipe do Egito (sem os os vícios cinematográficos deste) e da obra literária O Príncipe e o Mendigo - mas, na verdade, não é o roteiro do filme o seu ingrediente mais importante. As Aventuras de Azur e Asmar é um poema visual (pode-se dizer até que seria um poema sensorial), no qual Ocelot emprega os sons, as imagens, o ritmo e todos os itens que fizeram do cinema o espetáculo que é para um verdadeiro show de beleza, magia e cores.
Quem assistiu ao belíssimo "As Bicicletas de Belleville" teve a oportunidade de perceber o quanto a animação francesa tem evoluído. Agora, Ocelot, especialista no gênero, (e)leva essa evolução a níveis ainda maiores, demonstrando um amadurecimento nítido em sua arte: dispondo-se a empregar todas as técnicas que tem em mãos para a elaboração de seu filme e sua condição de espetáculo, o cineasta revela um admirável domínio para atingir o fim a que se propõe e demonstra, a cada fotograma, o quanto sabe empregar as técnicas da animação seduzir e encantar o espectador.
As Aventuras de Azur e Asmar é um filme curto, mas em seus 99 minutos tudo é tão bem desenvolvido na tela que o espectador não consegue sequer desviar seu olhar durante a projeção, vez que é um espetáculo de beleza e magia, uma experiência sensorial que transcende o imaginário e os limites físicos que roteiro e fotografia possam impor. Se não se dispusesse, também, a contar uma estória - algo coadjuvante na excelência do filme, mas que existe e que acontece de forma muito bem conduzida - o filme poderia, também, ser comparado a "Fantasia" e "Fantasia 2000", dos Estúdios Disney.
A narrativa do filme - de duas crianças, uma rica e outra pobre, uma negra e outra branca, que cresceram juntas convivendo como irmãos - existe, é muito bem narrada, mas As Aventuras de Azur e Asmar foi criado por Ocelot para algo muito maior que contar bem a sua adorável estória de tolerância racial e social: o objetivo maior do filme é libertar-se de amarras, cativar o público e oferecer a este momentos de puro deleite.
Finalizando, um destaque interessante nos créditos do filme: quem dubla a meiga Jenane, mãe de uma das crianças e babá da outra, é a atriz israelense Hiam Abbass, de Jesus - A História do Nascimento, Munich e Paradise Now.
Assista aqui ao trailer (em inglês) de As Aventuras de Azur e Asmar:
Sessão Cinéphilie ESPECIAL: cinema infantil Sábado, 12 de dezembro 10 horas Aliança Francesa R. Potengi, 459, Petrópolis Fone: 3222-1558 Entrada gratuita Classificação indicativa: livre
[FICHA TÉCNICA: "AS AVENTURAS DE AZUR E ASMAR"] Título original: Azur et Asmar País: França, Bélgica, Espanha, Itália Ano: 2006 Duração: 99 minutos Cor: colorido Idioma: árabe, francês Gênero: animação, aventura, família, fantasia Estúdio: Nord-Ouest Productions, Eurimages, Intuition Films, Lucky Red, Studio O Roteiro: Michel Ocelot Direção: Michel Ocelot Produção: Patrick Juarez, Ian McIntyre, Christophe Rossignon, David Shead, Stéphane Sorlat, Viviana Turchi Música: Gabriel Yared Direção de Arte: Daniel Cacouault Cenário: Anne Lise Lourdelet Elenco: Cyril Mourali, Karim M'Riba, Hiam Abbass, Patrick Timsit, Fatma Ben Khell, Rayan Mahjoub, Abdelsselem Ben Amar, Thissa d'Avila Bensalah, Olivier Claverie
Principais premiaçõe: Prêmio do Júri Popular Infantil no Festival de Munique; Indicado a Melhor Animação no Goya; Indicado a Melhor Canção no César.
cineclubenatal@cineclubes.org cineclubenatal@grupos.com.br (fórum) www.cineclubenatal.blogspot.com www.twitter.com/cineclubenatal www.fotolog.com/cineclubenatal Comunidade Cineclube Natal no Orkut 8805 - 4666 / 9406 – 8177 / 9995 – 4761 Av. Hermes da Fonseca, 407, Mercado de Petrópolis, box 51, Tirol, 59020-000 - Natal/RN
Uma alternativa ao Carnatal no Nalva Melo Salão Café
Iniciando o último ciclo temático do ano, "MÚSICA MAESTRO!", dedicado aos musicais, o Cineclube Natal em parceria com o Nalva Melo Salão Café, tem o prazer de apresentar o grande O Show Deve Continuar (All That Jazz, 1979), do coreógrafo e diretor Bob Fosse. A sessão CINE CAFÉ será exibida sexta-feira, 04 de dezembro, às 20:00 horas. A taxa de manutenção custa módicos R$ 2,00 (dois reais) e a classificação indicativa é 16 anos.
Joe Gideon (Roy Scheider) é um diretor de cinema e coreógrafo mulherengo, que trabalha simultaneamente na edição de seu filme e nos ensaios de um musical que acaba por sofrer um enfarte e, com a vida por um fio, revê momentos da sua vida, transformando-os na sua imaginação em números musicais. Sua atenção é disputada por 4 mulheres: a namorada, a ex-esposa, a filha e a Morte, representada por uma bela loira vestida de branco (Jessica Lange), que conversa com ele de forma bem instigante acerca dos rumos de sua existência. Temos, então, um personagem que é um anti-herói por excelência, que sofre de sérios problemas com drogas, álcool e fidelidade, mas nenhuma de suas agruras pessoais irão impedi-lo de montar seu grande show, pois, afinal, este deve sempre continuar - nem que custe sua vida.
Num ano que testemunhou a morte trágica do superastro Michael Jackson, cujo último suspiro artístico foi capturado pelo excelente documentário musical "This Is It" (2009), a discussão sobre a morte - tanto física quanto artística - lançada por este filme é extremamente oportuna, vez que a idéia central de O Show Deve Continuar consiste na que vivemos no mundo do espetáculo. Tudo é espetáculo. Até a própria morte. E esta idéia continua, anos após a realização do filme, permitindo grande reflexão sobre o assunto. As barreiras entre ficção e realidade, "show" e vida, são cada vez mais diluídas.
Com o roteiro de Robert Alan Arthur e do próprio Fosse, trata-se obviamente de um filme autobiográfico, uma fantasia baseada na vida e na carreira do grande bailarino, coreógrafo e aqui diretor, que lança um olhar crítico para a vida impulsionada pelo entretenimento, em detrimento do lado pessoal. Fosse nos brinda com um filme ousado, enquanto Scheider merece todos os louvores pelo melhor desempenho de sua carreira. Presente nos números de dança do filme está o inconfundível "Estilo Fosse", com movimentos vigorosos e extravagantes, acompanhados de fantásticas imagens milimetricamente imaginadas e ensaiadas pelo coreógrafo/diretor. Ainda vivo, Fosse coreografou a própria morte. Todos estão convidados.
Assista aqui ao trailer e a uma cena (em inglês) de O Show Deve Continuar:
Sessão Cine Café Sexta, 04 de dezembro 20 horas Nalva Melo Café Salão Av. Duque de Caxias, 110, Ribeira Fone: 3212-1655 R$ 2.00 Classificação Indicativa: 16 anos
[FICHA TÉCNICA: "O SHOW DEVE CONTINUAR"] Título original: All That Jazz País: Estados Unidos Ano: 1979 Duração: 123 minutos Cor: colorido Idioma: inglês, espanhol Gênero: musical, drama, fantasia Estúdio: Columbia Pictures Corporation, Twentieth Century-Fox Film Corporation Roteiro: Bob Fosse, Robert Alan Aurthur Direção: Bob Fosse Produção: Robert Alan Aurthur, Wolfgang Glattes, Daniel Melnick, Kenneth Utt Fotografia: Giuseppe Rotunno Música: Ralph Burns Cenário: Gary J. Brink, Edward Stewart Figurino: Albert Wolsky Edição: Alan Heim Desenho de Produção: Philip Rosenberg Elenco: Roy Scheider, Jessica Lange, Leland Palmer, Ann Reinking, Cliff Gorman, Ben Vereen, Erzsebet Foldi, Michael Tolan, Max Wright, William LeMassena, Chris Chase, Deborah Geffner, Kathryn Doby, Anthony Holland, Robert Hitt
Principais premiações: Palma de Ouro no Festival de Canes (Bob Fosse); Oscar de Melhor Direção de Arte, Melhor Figurino, Melhor Edição e Melhor Canção; BAFTA de Melhor Fotografia e Melhor Edição; Indicado ao Oscar de Mlehor Ator (Roy Scheider), Melhor Fotografia, Melhor Diretor, Melhor Filme e Melhor Roteiro Original; Indicado ao BAFTA de Melhor Ator (Roy Scheider), Melhor Figurino, Melhor Desenho de Produção/Direção de Arte e Melhor Som; Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Ator (Musical/Comédia).