26.11.09

Cineclube Natal - sessão especial: Porta do Sol

Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino
- o filme Porta do Sol marcará a data em Natal -

Para marcar o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino (29 de novembro), o Cineclube Natal e o Instituto de Cultura Árabe, em parceria com a Livraria Siciliano, trazem a Natal o filme Porta do Sol (Bab El Shams, 2004), de Yousry Nasrallah. A película, divida em parte I e II, será apresentada nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro, respectivamente, contando ainda com palestras e testemunhos sobre a questão palestina*. As atividades ocorrerão sempre a partir das 18h, no auditório da Livraria Siciliano do Midway Mall. A entrada é gratuita.



Baseado no livro de Elias Khoury e dirigido por Yousry Nasrallah, o filme narra a saga de inúmeros personagens, cujas vidas se entrelaçam e formam um mosaico convincente da Palestina e de seu povo, tratando temas sensíveis com grande dramaticidade, em dois momentos históricos distintos, quais sejam: as origens do conflto entre Israel e palestina e o então otimista ano de 1994, marcado pelos acordos de Oslo e do aperto de mão emblematico entre Yasir Arafat e Yitzhak Rabin.

Começa sua narrativa quando a Palestina ainda estava sob a colonização britânica, no momento em que a idéia do estado Zionista começou a tomar forma, mostrando como os Palestinos sofreram e findaram expulsos de seus lares sob a justificativa de que Israel estaria protegendo suas fronteiras. Os Palestinos, sem ajuda política e expulsos de sua terra, começam então sua jornada a diferentes países, lugares onde nunca foram aceitos e, em muitos casos, até odiados. Os que ficam são obrigados a trabalhar para os israelenses, em sua própria terra, para sobreviver. Noutro aspecto, o filme aborda, inclusive, o complexo relacionamento dos árabes com os próprios Palestinos, fomentando uma discussão crítica acerca da identidade do Mundo Árabe.

Entretanto, não se trata de apenas um filme político. Em verdade, acompanhamos muitas estórias, de vários personagens diferentes, em momentos distintos, que no fim das contas tratam de temas comuns a toda humanidade: amor, tradição, esperança e valores morais. Não se trata de um filme contra os Judeus - um personagem do filme brada que "Palestinos não são anti-semitas", mas que tenta corrigir algumas distorções históricas, com certa auto-indulgência justificada..

Tecnicamente o filme é impressionante. Da trilha sonora às atuações, tudo funciona para proporcionar uma experência cinematográfica única, um verdadeiro épico moderno. Porta do Sol é provavelmente, um dos maiores (literalmente, com suas quase cinco horas) filmes feitos no Mundo Árabe. Todos estão convidados.

* Antes de cada sessão, teremos palestras abordando o tema. No dia 30 de novembro, segunda-feira, o Professor Hanna Safieh fará um panorama histórico da questão. Já na terça-feira, dia 01 de dezembro, veremos os testemunhos de Anne Paq e Sandra de Carvalho, que falarão sobre o trabalho que realizam na Palestina.

Hanna Safieh.
Secretário Geral da Confederação Palestina da America Latina e do Caribe. Palestino de nascimento, mas vive em Natal desde a década de 70.

Anne Paq
Fotógrafa francesa que mora na Palestina há 6 anos, documentando o cotidiano dos palestinos que vivem sob ocupaçao militar. Também trabalha em uma ONG palestina dando cursos de fotografia aos jovens dos campos de refugiados. Membro do Grupo de Fotografia Activistils (Israel/Palestina), que cobre, em outras, as açoes não violentas contra a ocupaçao e utiliza a fotografia como uma ferramenta para promover a mudança social. Organizou exposições sobre a Palestina na Europa e nos EUA.

Sandra de Carvalho
Natalense, trocou o mestrado de linguística pela culinaria vegetal, depois deixou sua cozinha em Paris pelos campos de refugiados na Palestina. Trabalhou durante 15 meses coordenando um projeto de Educaçao e Saúde para crianças de 6 a 12 anos no campo de Aida e um projeto de Nutrição e Boa Forma para as mulheres do campo de Arub. Quando nao estava ensinado crianças a escovar os dentes ou fazendo ioga com as mulheres, participava ativamente das açoes não violentas contra a ocupação, organizadas pelos amigos palestinos.


Assista aqui a um trecho de Porta do Sol:


Sessão especial - Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino
segunda e terça-feira, 30 de novembro e 1 de dezembro
18 horas
Livraria Siciliano (auditório) - Midway Mall
Av. Bernardo Vieira, 3775 - Tirol

Fone: (84) 3235-8208
Entrada gratuita


Parceiros:



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[FICHA TÉCNICA: "PORTA DO SOL"]
Título original: Bab El Shams
País: França, Egito, Bélgica, Dinamarca, Marrocos
Ano: 2004
Duração: 278 minutos
Cor: colorido
Idioma: árabe, inglês, francês
Gênero: drama, romance
Estúdio: Ognon Pictures, Soread-2M, arte France Cinéma, Gimanes
Roteiro: Elias Khoury (livro), Yousry Nasrallah, Muhammad Suwaid
Direção: Yousry Nasrallah
Produção: Ihab Ayoub, Humbert Balsan
Fotografia: Samir Bahzan
Música: Tamer Karaouan
Figurino: Nahed Nasrallah
Edição: Luc Barnier
Desenho de Produção: Adel Moghrabi
Elenco: Hiam Abbass, Fady Abou-Samra, Hussein Abou Seada, Mohamed Akil, Ahmad Al Ahmad, Vivianne Antonios, Muhtaseb Aref, Gérard Avedissian, Antoine Balabane, Béatrice Dalle, Darina El Joundi, Maher Essam, Hanane Hajj Ali, Mohamed Hedaki, Talal Jordy, Bassel Khayyat, Ragaa Kotrosh, Kassem Melho, Orwa Nyrabia, Hala Omran, Nadira Omran, Bassem Samra, Wissam Smayra, Rim Turkhi

Festivais: Seleção Oficial (fora de competição) Cannes 2004


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24.11.09

Cineclube Natal - 180ª sessão: Pixote - A Lei do Mis Fraco


A infância perdida de Pixote

- um dos mais importantes filmes nacionais no último Cine Assembléia do ano -

O oitavo e último filme do ciclo MEMÓRIA BRASILEIRA, que o Cineclube Natal promoveu durante todo o mês de novembro, será apresentado nesta quinta-feira, dia 26, dentro da parceria que mantém com a Assembléia Legislativa: o Cine Assembléia. O título que encerra a maratona será o emblemático Pixote - A Lei do Mais Fraco (1981), um dos pontos altos da carreira do diretor Hector Babenco. A sessão, que será o derradeiro Cine Assembléia deste ano, se inicia às 18:00 horas no auditório da própria Assembléia, com entrada - e pipoca - gratuita. A classificação indicativa é de 16 anos.


Pixote foi abandonado por seus pais e rouba para viver nas ruas. Ele já esteve internado em reformatórios e isto só ajudou na sua "educação", pois conviveu com todo o tipo de criminoso e jovens delinqüentes que seguem o mesmo caminho. Ele sobrevive se tornando um pequeno traficante de drogas, cafetão e assassino, mesmo tendo apenas onze anos.

Baseado no livro "A Infância dos Mortos" de José Louzeiro, o terceiro longa-metragem de Hector Babenco ocupa, sem dúvida, espaço de destaque na história do cinema brasileiro. A fama internacional, que possibilitou ao cineasta criar uma carreira em Hollywood, não veio de graça, vez que a trágica estória do menino de 11 anos, analfabeto e que nunca conheceu os pais, vivendo entre celas de reformatórios e quartos fedorentos no submundo, é cinema do mais alto nível, destrinchando a realidade dura e trágica da vida no submundo de forma áspera e impiedosa, sem aliviar um só segundo na espantosa carga de imagens de violência a que os personagens são submetidos.

O impacto emocional de Pixote - A Lei do Mais Fraco continua devastador, especialmente quando se sabe que a realidade da juventude que mora nas ruas, no Brasil, não mudou nada desde que o longa-metragem foi realizado. O próprio Louzeiro se inspirara em fatos reais para escrever sua obra de maior êxito: o caso dos meninos de Camanducaia, município mineiro onde quase 100 garotos foram espancados e jogados em um precipício. E dentro do cinema, os paralelos possíveis entre Pixote e "Cidade de Deus" são inúmeros e inevitáveis, sendo o uso de atores não-profissionais e o retrato acurado da vida nas favelas apenas dois deles. A projeção internacional alcançada pelos participantes do projeto é outro.

Elogiado no mundo inteiro, Hector Babenco foi filmar em Hollywood logo depois. Marília Pêra ganhou o prêmio de melhor atriz do ano no "National Board of Review", o principal troféu distribuído pelos críticos norte-americanos, salientando que o importante crítico americano Roger Ebert incluiu Pixote em sua lista dos melhores filmes da história do cinema. Entretanto, numa nota menos glamurosa e extremamente trágica, Fernando Ramos da Silva, o protagonista, fez uma novela - sendo demitido já que não conseguia ler os roteiros por sua condição semi-analfabeta - e integrou o elenco de dois outros longas, mas não conseguiu dar seqüência à carreira, voltando à vida de delinqüente juvenil e acabou morto a tiros após uma perseguição policial, dentro da própria casa, em 1987. O destino do rapaz resume e encapsula toda a dor, a solidão e a tragédia da juventude nascida nas ruas e, ironicamente, virou filme: "Quem Matou Pixote?", de José Joffily.

Pixote - A Lei do Mais Fraco também entrou na lista da revista "American Film" como o terceiro filme mais marcante da década de 80 - atrás apenas de "Ran", de Akira Kurosawa, e "Fanny & Alexander", de Ingmar Bergman - além de premiado como Melhor Filme Estrangeiro pelas associações de críticos de Los Angeles, Nova Iorque e Boston e indicado ao Globo de Ouro na mesma categoria.

Assista aqui à sequência de abertura de Pixote - A Lei do Mais Fraco:


Sessão Cine Assembléia
Quinta-feira, 26 de novembro
18 horas
Assembléia Legislativa
Praça 7 de Setembro, s/n, Cidade Alta
Fone: 3232-5761
Entrada gratuita
Classificação indicativa: 16 anos


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[FICHA TÉCNICA: "PIXOTE – A LEI DO MAIS FRACO"]
Título original: Pixote – A Lei do Mais Fraco
País: Brasil
Ano: 1981
Duração: 128 minutos
Cor: colorido
Idioma: português

Gênero: ação, crime, drama
Estúdio: Embrafilme, HB Filmes

Roteiro: José Louzeiro (livro “Infância dos Mortos”), Hector Babenco, Jorge Durán
Direção: Hector Babenco
Produção: Paulo Francini, Sylvia B. Naves, Jose Pinto, Hector Babenco
Fotografia: Rodolfo Sánchez
Música: John Neschling
Direção de Arte: Clovis Bueno
Figurino: Clovis Bueno
Edição: Luiz Elias
Elenco: Fernando Ramos da Silva, Jorge Julião, Gilberto Moura, Edilson Lino, Zenildo Oliveira Santos, Claudio Bernardo, Israel Feres David, José Nilson Martin dos Santos, Marília Pêra, Jardel Filho, Rubens de Falco, Elke Maravilha, Tony Tornado, Beatriz Segall, João José Pompeo

Principais premiações: Melhor Filme Estrangeiro pelas associações de críticos de Los Angeles, Nova Iorque e Boston, Leopardo de Prata no Festival de Locarno, Melhor Atriz pela Associação de Críticos de Cinema dos Estados Unidos, Menção Honrosa a Hector Babenco no Festival de San Sebastián; Indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro
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23.11.09

Cineclube Natal - Quarta Cultural [NOVEMBRO]


QUARTA CULTURAL

do Mercado de Petrópolis

O projeto Quarta Cultural do Mercado de Petrópolis chega, no dia 25 de novembro de 2009, à sua oitava edição. Desta vez, tendo a noite dedicada à mulher potiguar, o evento presta uma especial homenagem à intérprete Glorinha de Oliveira, estrela dos glamourosos tempos da rádio potiguar. Seguindo a proposta de abertura de um espaço dedicado ao trabalho autoral dos artistas da terra, a Quarta Cultural abrilhanta a noite de Petrópolis com um panóplio de imagens do feminino tecidas por olhares e sensações dos seguintes artistas Lene Macedo, Luciane Antunes, Fábio Pinheiro, Coletivo Poético AME, Civone Medeiros e Mariana Flor.

Esta edição da Quarta Cultural também é especial para o Cineclube Natal, pois sediará o sorteio da Rifa 51, premiando com a tela Caligrafia, de Pippo Lodispoto.

(clique no panfleto para ampliá-lo)

Quarta Cultural do Mercado de Petrópolis Quarta-Feira, 25 de novembro
14hs
Feira de Artesanato e Antiguidades

18:30hs
Apresentações musicais de Lene Macedo e Luciane Antunes
+ Exposição Fotográfica de Fábio Pinheiro
+ Instalação Poética do Coletivo AME
+ Performance Poética de Mariana Flor
+ Re-Lançamento do Livro “Escrituras Sangradas” de Civone Medeiros.

Mercado Municipal de Petrópolis
Av. Hermes da Fonseca, 407, Petrópolis


Realização:
  • Cineclube Natal (Box 51)
  • Papo Furado Bar (Box19)
  • DSTec Software Livre (Box 24)
  • Oficina Willame Galvão (Box 25)
  • Estação Sabor (Box 39)
  • Cantinho do Açaí (Box 43)
  • Puka Tuka (Box 41)
  • Coração Sertanejo (Box 10)
  • Café da Dalila (Box 11)
  • Sebo Lisboa (Box 26)
  • Sebo Cata Livros (Box 8B)
  • Petrus Antiquário (Box 53)
  • Bela Flor Bar (Box 16)
  • Espaço do Colecionador (Box 20)
  • Coisa Nossa (Box 29)
  • Confraria do Gilmar (Box 28)
  • Galeria Sayonara (Box 32)
  • Zézé Produtos Caipiras (Box 27)
  • Antiguidades Silvanaldo Bezerra (Box 42)
  • Viva Melhor Rest. Vegetariano (Box 3)
  • Bodequita (Box 30)
  • Arte Luís Carlos (Box 50B)

19.11.09

Cineclube Natal - 179ª sessão: Os Fuzis


Urso de Prata em Berlin 64, Os Fuzis, de Ruy Guerra, será exibido no Cine Vanguarda de novembro


Neste domingo, dia 22 de novembro de 2009, às 17:00 horas, o Cineclube Natal em parceria com o Teatro de Cultura Popular dá continuidade ao mês dedicado às produções nacionais, com a exibição do filme Os Fuzis (1964), do diretor Ruy Guerra. Excepcionalmente, o custo de manutenção da sessão será o equivalente a uma rifa promovida pelo Cineclube Natal no valor de cinco reais, sendo que o comprador automaticamente concorrerá a uma obra de arte - ajudando o Cineclube a pagar a sua sede. A classificação indicativa é 16 anos.


No Nordeste, fazendeiros da região não conseguem ter uma colheita suficiente para sobreviverem em sua terras áridas. Quando um homem santo chega e prega que seu boi "sagrado" traria chuva se eles o seguissem, os camponeses ingênuos acreditam nele e seguem a criatura mística até um povoado próximo, onde está um agrupamento de soldados guardando um armazém de provisões do governo e um motorista de caminhão. Aí a tensão culmina em um conflito entre os camponeses famintos, incitados pelo motorista à revolta, e os guardas armados, e mortes desnecessárias ocorrem, incluindo a do caminhoneiro. Os Fuzis mostra as características do Cinema Novo, com sua mistura de expressivos componentes estéticos e poderosos assuntos de importância sócio-política.

O filme de Rui Guerra não procura "compreender" a miséria. Pelo contrário, ele a filma como a uma aberração, e dessa distância tira a sua força. À primeira vista é como se de cena em cena alternassem duas fitas incompatíveis: um documentário da seca e da pobreza, e um filme de enredo. A diferença é nítida. Depois do boi santo, com seus fiéis, depois da fala do cego e da gritaria mística, a entrada dos soldados, motorizados e falantes, é uma ruptura de estilo, — que não é defeito, como veremos.

No documentário há população local e miséria; no filme de enredo o trabalho é de atores, as figuras são da esfera que não é da fome, há fuzis e caminhões. Na mobilidade facial dos que não passam fome, dos atores, há desejo, medo, tédio, há propósito individual, há a liberdade que não há no rosto opaco dos retirantes. Quando o foco passa de uma a outra esfera, altera-se o próprio alcance da imagem: a faces que têm dentro seguem-se outras que não têm; os brutos são para ser olhados, e humanidade, trama ou psicologia, é só nos rostos móveis que se pode ler. Uns são para ver, e outros para compreender. Há convergência, que resta interpretar, entre esta ruptura formal e o tema do filme. O ator está para o figurante como o citadino e a civilização técnica estão para o flagelado, como a possibilidade está para a miséria pré-traçada, como o enredo está para a inércia. É desta codificação que resulta a eficácia visual de Os Fuzis. Todos estão convidados.

Assista aqui a um trecho de Os Fuzis:


Sessão Cine Vanguarda
Domingo, 22 de novembro
17 horas
TCP - Teatro de Cultura Popular "Chico Daniel"
Rua Jundiaí, 641, Tirol
Fone: 3232-5307
R$ 2,00
Classificação indicativa: 16 anos


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[FICHA TÉCNICA: "OS FUZIS"]
Título original: Os Fuzis
País: Brasil, Argentina
Ano: 1964
Duração: 80 minutos
Cor: preto e branco
Idioma: português
Gênero: drama
Estúdio: Copacabana Filmes, Daga Filmes, Inbracine Filmes
Roteiro: Ruy Guerra, Pierre Pelegri, Miguel Torres
Direção: Ruy Guerra
Produção: Jarbas Barbosa, Gilberto Perrone
Fotografia: Ricardo Aronovich
Música: Moacir Santos
Edição: Raimundo Higino
Desenho de Produção: Calazans Neto
Elenco: Joel Barcellos, Leonidas Bayer, Hugo Carvana, Ivan Cândido, Maria Gladys, Átila Iório, Mauricio Loyola, Paulo César Peréio, Antonio Pitanga, Ruy Polanah, Cecil Thiré, Nelson Xavier

Principais premiações: Urso de Prata (por Melhor Direção) no Festival de Berlin; Indicado a Urso de Ouro no mesmo festival.

 


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